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Com alta de casos respiratórios escolas e creches devem reforçar prevenção

As recomendações seguem diretrizes atualizadas pelo Ministério da Saúde

  • Publicado em 27/03/2026
  • Atualizado em 28/03/2026

Fonte: Coordenadoria de Comunicação

Autor: Vilmar Kaizer

Legenda: No caso específico das creches as ações devem ser ainda mais rigorosas

Diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias em Primavera do Leste, a Secretaria Municipal de Saúde orienta escolas e creches a intensificarem os cuidados para evitar a disseminação de vírus entre crianças e profissionais da educação.

A recomendação segue diretrizes do Ministério da Saúde e destaca a importância de ações simples, mas eficazes, especialmente em ambientes com maior concentração de crianças, como creches.

Entre as principais orientações está o afastamento imediato de alunos e servidores que apresentarem sintomas gripais, como febre, tosse, coriza e dor de garganta. Nestes casos, o retorno às atividades deve ocorrer somente após o período mínimo de cinco dias, desde que a pessoa esteja sem febre há pelo menos 24 horas e com melhora dos sintomas respiratórios.

No caso específico das creches, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso. O Ministério da Saúde recomenda que crianças com sintomas não frequentem o ambiente coletivo, permanecendo em casa para evitar a transmissão, pelo menos até 24 horas após o desaparecimento da febre, sem uso de medicamentos.

Além disso, os responsáveis pelas unidades devem ficar atentos ao aumento de crianças com sintomas respiratórios ou faltas frequentes pelo mesmo motivo, comunicando a situação aos serviços de saúde do município.

As medidas preventivas no dia a dia também são fundamentais. As unidades devem: manter salas e ambientes bem ventilados; higienizar frequentemente brinquedos com água e sabão; utilizar lenços descartáveis para secreções nasais e orais das crianças; incentivar a higienização das mãos; reforçar a etiqueta respiratória e; evitar o compartilhamento de objetos pessoais.

Outro ponto importante é a conduta em relação aos contatos. Crianças e profissionais que tiveram contato com pessoas doentes não precisam ser afastados, mas devem manter cuidados como uso de máscara (quando indicado) e monitoramento de sintomas por até 10 dias.

A comunicação entre escola e família também é essencial. Ao identificar sintomas, a unidade deve informar imediatamente os responsáveis, garantindo o afastamento da criança e a busca por avaliação em um serviço de saúde.

Em crianças menores de dois anos, a atenção deve ser redobrada para sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, recusa alimentar, irritabilidade ou sonolência excessiva. Outro reforço importante é a vacinação, considerada a principal forma de proteção contra formas graves da gripe, sendo recomendada para crianças a partir dos seis meses de idade. 

Além disso, atenção aos demais grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, lembrando que os municípios do Estado de Mato Grosso tem previsão de receber as doses de vacina Influenza na proxima semana para iniciar a vacinação dos grupos prioritários.

Mesmo sem recomendação de suspensão das atividades escolares, o momento exige vigilância e responsabilidade coletiva. A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração entre escolas, famílias e poder público é fundamental para reduzir a transmissão e garantir um ambiente seguro para todos.

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